Praticidade versus liberdade

 

        Estamos vivendo na Era Eletrônica, período em que a tecnologia tem uma importância muito grande perante a humanidade. Assim, cada vez mais, o tradicional está sendo substituído pelo novo, com o enorme auxílio do computador. E, ao que parece, nem o “bom e velho” livro sairá ileso ao progresso, pois já há uma variação mais “moderna” para ele: o e-book.

         Por um lado, a nova versão virtual é de mais fácil acesso, estando presente em qualquer lugar, desde que haja um computador, torna mais rápida a busca por textos sobre os mais variados assuntos, tem um menor custo, é mais portátil e ilustrada. É totalmente “pronta”!

         Mas, por outro lado, a versão convencional deixa o leitor mais livre: o homem é o dono do ritmo de leitura, ele pode ter uma relação bem mais profunda com o livro, que está ao alcance de suas mãos e no qual podemos anotar nossas impressões, ou seja, participamos da criação através do nosso raciocínio, o público precisa formar as imagens. É um grande exercício para a mente.

         Sendo assim, podemos perceber o duelo entre a praticidade e o exercício da mente, no qual cada um deverá escolher seu lado, tendo em vista seus interesses pessoais. No entanto, o formato do livro, como objeto, parece ser eterno.

Isabelle Saleme Fernandes

2000.2

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

- KONDER, Leandro. “Elogio do livro”: Rio de Janeiro: Jornal O Globo, 16/04/1995.

- KLEIN, Cristian. “... escritores”: São Paulo: Folha de São Paulo, 30/08/2000.